May 18
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Polícia Nacional é considerada um antro de malfeitores e assassinos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 31 Julho 2011 06:50

Polícia Nacional é considerada um antro de malfeitores e assassinos

A vontade de encurralar os 23 oficiais do Comando Provincial da Polícia de Luanda e do seu ex- comandante Joaquim Ribeiro é tão grande, que diante dela desaparece tudo, deontologia, regras, leis, probidade, equidade, tudo o que possa servir como propósito de fazer realmente uma sã e imparcial justiça.alt

Muitos foram os entorses às leis para permitir levar avante uma série de acções, cujo único objectivo era, primeiro, achincalhar os arguidos, segundo, condená-los antes de eles serem presentes a juízo.

Para atingir esse objectivo, a instrução militar e do MP parece terem escolhido como arma de arremesso elevar à condição divina a palavra do antigo comandante de Viana, Augusto Viana Mateus, que no início dos acontecimentos havia dito que numa das suas acções havia encontrado 1 (um) milhão de kwanzas (confirmou inclusive, ao seu adjunto, na altura, Fernando Silveira), que depois já era um milhão de dólares, enfim, que no fundo eram 3 milhões e 700 mil USD, mas que, numa entrevista concedida ao semanário “A Capital”, alterou para 3 milhões e 600 mil dólares, numa venerável intenção de dizer toda a verdade, pois reconheceu que tinha recebido luvas no valor de 75 mil dólares, mas que de início essas mesmas luvas eram de 100 mil dólares, mas que o comandante Joaquim Ribeiro, para redimir uma necessidade urgente, havia posto mão baixa em 25 mil!!...enfim, o nível de credibilidade das declarações do chefe Viana encontra-se aqui plasmado em todo o seu esplendor.

Posto isto, e dado o andamento em curso deste processo, estão por esclarecer as causas reais que levaram à detenção de 23 oficiais do Comando Provincial de Luanda e do seu comandante que estão envolvidos nesta trama, sob pretexto de ainda se estar na fase de instrução processual e, nesse caso, imperar ainda o segredo de justiça, como determinam os bons princípios judiciais. Port esta razão, cabe agora ao órgão que noticiou a demissão e exoneração dos quadros superiores o ónus de esclarecer a sociedade sobre as motivações desses arrestos e se ao longo do seu percurso foram distinguidos o exame do corpo de delito do exame dos instrumentos do crime. Em instrução preparatória o exame de corpo de delito é obrigatória, nos crimes “facta permanentes”, por ter como objecto demonstrar a existência do crime, enquanto os instrumentos usados como causa eficiente para a realização do crime, os “instrumencta sceleris”, devem ser confrontados com as impressões dos agentes para delinquir, como prova irrefutável de perícia imparcial e rigorosa.

Por outro lado, é peremptório o Regulamento de Disciplina da Polícia Nacional, quanto a contenção verbal dos seus membros, envolvidos em processos disciplinares e judiciais e o art.º 70.º do Código do Processo Penal refere; “o processo penal é secreto até ser notificado o despacho de pronúncia ou equivalente ou até haver despacho definitivo que mande arquivar o processo”.

§ 1.º (…) A todos é imposto o dever de guardar segredo de justiça”. (…) § 4.º ” A violação do segredo de justiça é punível com a pena cominada no artigo 290.º do Código Penal”.

O Evangelho segundo Augusto Viana

1. O que reza a lei foi claramente ultrapassado por Augusto Viana, antigo comandante da Divisão de Viana do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional numa entrevista que ele “ousou” conceder ao semanário “A Capital”, nº461, do 23 de Julho.

Escrevemos, “ousou”, porque na capa está escrito que foi sem medo que ele o fez para contar «tudo quanto sabe sobre a sua vida clandestina desde que decidiu contar a verdade».

Mas qual verdade, a de um Evangelho que lhe foi inspirado por razões superiores, ou dos factos?

Estamos em crer que a primeira hipótese seja a mais credível, pois quando não se tem medo, não tem sentido nenhum viver na clandestinidade. Isto para começar.

Depois, se seguirmos passo a passo a entrevista, o primeiro aspecto que salta à mente é a longevidade do chamado “Caso Quim Ribeiro”, do qual Viana teve conhecimento “em primeira instância”, logo que ele ocorreu em Agosto de 2009.

Diz que fez tudo como manda a lei e que até tinha mandado 1.080.000 (um milhão e oitenta mil dólares), pasme-se, sem NOTA DE ENTREGA E RECEPÇÃO, à Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), o que, em seguida foi comunicado a Quim Ribeiro.

Feito isso retirou-se desse processo até Março de 2010

Nessa altura, contactou o seu chefe de Investigação Criminal, que lhe perguntou se ele sabia de alguma coisa, o que lhe fez zumbir as orelhas e o levou a indagar o comandante Provincial, que lhe confirmou que o valor agora não era de 1 milhão de dólares, mas de 1 milhão de kwanzas.

Bestial Incógnita. Se o comandante Viana se calou ante este facto, cerca de dois anos, concorreu “directamente para facilitar ou preparar a execução nos casos em que, sem esse concurso, pudesse ter sido cometido o crime”, como cúmplice, vide Código Penal e a Lei dos Crimes Militares.

No entanto, na sua cabeça, o seu Jackpot pessoal fez “TILT” e ele compreendeu enfim de onde tinham vindo, passamos a citar, «aqueles 75 mil dólares que me tinham dado e que, inicialmente eram 100 mil dólares, mas que por uma preocupação do Comandante Provincial, ele subtraiu 25 mil dólares, agora faço fé que esse dinheiro é dos valores que foram apreendidos no quilómetro 9, em Viana».

Esta é a base do processo.

2. Viana “fez fé” que os 75 mil provinham do roubo ao Estado, mas calou-se bem caladinho e guardou-o. Esquisito, para quem se considera a divindade do castelo…. Ora se recebeu, calou e comeu, então é parte da trama, da quadrilha ou do bando de malfeitores, sujeito a responsabilidade criminal...

Mais adiante, na entrevista, ele aborda de novo esse lance e afirma que o António João (ex-director da DPIC «Direcção Provincial da Investigação Criminal») lhe tinha dito, passamos a citar, «que o kota Ribeiro é que tinha mandado dar pelo meu empenho». Épa, pensei, «como estou mesmo lixado, vou resolver alguns problemas da vida».

Um pouco mais à frente ainda, Viana explica como resolveu os seus problemas da vida, passamos a citar, «(…) mas pronto, eu recebi o valor. Recebi e utilizei-o na compra de dois terrenos», o que nos deixa sonhador, perante a bela vida que Viana deve ter.

Os tortuosos trâmites

3. O tempo foi correndo, foram correndo os trâmites do processo, e o chefe Viana, a certa altura, afirma na entrevista, altivo, «aí, houve duas gafes básicas que não vou dizer aqui, reservo-me o direito de dizê-las em tribunal», para logo a seguir acrescentar, «houve, por exemplo, intervenção do Director adjunto de Investigação Criminal (João Paulo), quando quem deveria intervir era o Comandante de Divisão (ele próprio, salvo erro)», exprimindo assim o seu sentimento de revolta face a uma intromissão nas suas competências. Muito bem, ninguém gosta que lhe calquem os calos, mas… afinal… eram duas gafes e essa é uma delas, nessa revelação a juntar a todas as outras que violam descarada e imponentemente o princípio do segredo de justiça, ou será que havia mais de duas e o chefe Viana esconde-as?...

4. «A busca foi ilegal», disse Viana, metendo-se cada vez mais na lama. E vai assim, a explicar porquê: «(…) no local subtraem um milhão e duzentos mil dólares (o local é o Zango e a subtracção do dinheiro foi feita por polícias e investigadores da DPIC) e lá trabalharam na base desse valor (mas eram quase 4 milhões e o remanescente ele não diz para onde foi)».

Em seguida, o milhão e duzentos mil dólares é entregue no gabinete do Chefe de Investigação Criminal de Viana e depois passa para o gabinete do Comandante de Divisão de Viana (quem será, se não é o próprio Viana?), só que nestas andanças o envelope míngua, pois é nessa jogada que ele passa de 1 milhão e 200 mil, para 1 milhão e 80 mil!

120 mil dólares foram à vida e só Deus sabe onde eles foram parar, embora tenha sido Viana em pessoa, autoridade máxima da divisão da cidade satélite nas vestes de Comandante, que tramitou para “quem de direito” o envelope violado, isto é, para a DPIC, com o conhecimento do Comandante Provincial. Sem que qualquer inquérito tenha sido ordenado para saber como pôde desaparecer tanto dinheiro.

Pergunta-se: na altura do desaparecimento dos 120 mil dólares, a responsabilidade pelo acontecido era dos oficiais da PN presos, de Quim Ribeiro, do João Lango Caricoco, do João Paulo ou de quem mais ainda?...

Neste ínterim, aqueles “que alteram ou desfazem os vestígios do crime com o propósito de impedir ou prejudicar a formação do corpo de delito”, são de acordo ao art.º 23.º do CP, encobridores.

Posto isto, e dado o andamento em curso deste processo, estão por esclarecer as causas reais que levaram à detenção destes oficiais da Polícia Nacional que estão envolvidos nesta trama, sob pretexto de ainda se estar na fase de instrução processual, e por, nesse caso, dever, pela sensibilidade do processo, continuar a imperar o segredo de justiça, como determinam os bons princípios judiciais. Cabe ao órgão que noticiou a demissão e exoneração dos quadros superiores o ónus de esclarecer a sociedade sobre as motivações desses arrestos, tal como a mudança da condição de arguido para testemunha, do comandante Viana, sendo ele a única pessoa que viu o dinheiro, enviou-o sem nenhum Documento de Entrega e ainda assim, ter dele beneficiado, mesmo sabendo se tratar de dinheiro sujo, vindo “de um monstro”, com a agravante de o ter levado a mentir por várias vezes, não se sabendo, ao longo do processo, onde está, afinal, a verdade de uma testemunha confessa na mentira.

Diz a doutrina jurídica que, a diferença essencial entre a testemunha e o arguido está na forma de aquisição dos conhecimentos que transmitem sobre um dado caso, em investigação ou juízo.

Na testemunha não há contemporaneidade entre a aquisição e a função judicial, pois esta toma conhecimento dos factos no momento em que os mesmos se dão, de sorte que os juízos que formula e as consequências que induz, ela os faz sob a impressão dessa presença ocasional; há perfeito sincronismo entre o facto que se dá e o conhecimento que a testemunha adquire, mas ela só se investe da função judicial posteriormente, quando se arrola, fundadamente.

Em suma, afirmamos nós: a testemunha exuma um facto passado, faz um retrospecto.

Quanto ao arguido o nosso Código de Processo Penal, art.º 251.º diz: “é arguido aquele sobre quem recaia forte suspeita de ter perpretado uma infracção, cuja existência esteja suficientemente comprovada”.

a) Se Viana, confirmou a sua participação numa operação onde houve apreensão de valores.

b) Se confirmou ter o dinheiro ficado no seu gabinete, em montante diferente ao apreendido.

c) Se reconhece ter entregue uma apreensão sem nota de entrega.

d) Se reconhece ter mentido reiteradamente. É ou não arguido?

Aqui chegados, “Quid Juris”?

As mentiras assumidas de Augusto Viana

5. Em justiça, “se a testemunha for achada em perjúrio ou se a pessoa obrigada a fazer declarações e que n~ºao seja o arguido as fizer manifestamente falsas, será detida e contra ela se procederá, extraindo certidão do depoimento ou devclarações e do mais que for necessário para mostrar a existência do croime e responssabilidade do seu agente, a fim de servir de base ao competente processo”, reza o art.º 241.º do Código de Processo Penal.

Isto significa que uma declaração falsa é punida muito severamente e o antigo comandante Augusto Viana confessa na entrevista, que mentiu e pede desculpa ao povo angolano.

Por denúncia de um colega e depois por delação da própria DNIC, ei-lo confrontado com a obrigação de prestar declarações à Procuradoria-Geral da República e à Inspecção-Geral do Ministério do Interior.

«(…) MENTI», disse ele, «em defesa de um indivíduo que não tem carácter e que mereceu nomeação presidencial.

(…) Quero também pedir perdão, publicamente, ao Chefe de Estado, que mandou instaurar um inquérito a respeito do qual, inicialmente, também MENTI».

E vai daí a descascar sobre todas as maleficências de Joaquim Ribeiro, António João, Paulo Rodrigues, João Lango Caricoco e os demais oficiais, e lançado como estava, ei-lo a prosseguir a sua viagem delatora até aos mais altos níveis da hierarquia do Ministério do Interior, com um dos seus vice-ministro enlameado ou da Polícia Nacional, onde se inclui, o comandante geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, os comissários chefes, os comissários, a comandante provincial de Luanda e todos os seus quadros, são considerados como uma autêntica máfia, que ele não atende aos seus chamamentos, nem ordens, com excepção a única divindade no terreno, o ministro do Interior, Sebastião Martins e o Procurador Geral da República.

O engraxar sublime deixa, voluntária ou involuntariamente, cair a máscara desta testemunha e ex-arguido, de estar a cumprir a preceito o jogo da grande intriga policial, colocando a nú um hipotético, mau estar entre o ministro do Interior, Sebastião Martins, seu protector de estimação, e o seu vice, Ângelo Alfredo e ainda com o comandante Geral da PN, Ambrósio de Lemos.

A fasquia foi colocada muito alta e é politicamente incorrecto, para a imagem e credibilidade do ministro e do Procurador Geral da República, que passaram a ter o carimbo da suspeição, quanto a banalização da imagem da Polícia Nacional.

 

6. Vinha isso a propósito do assassinato no Zango do super-inspector Domingos João, tcp, Joãozinho, que, alegadamente, estava prestes a encurralar o chefe Quim Ribeiro. A esse propósito, convém referir que tinham passado 14 MESES entre a apreensão dos valores seguido do subsequente “trabalho” de subtracção ad hoc, em Agosto de 2009, e a morte do super-inspector Domingos João, em Outubro de 2010.

Segundo Viana, passamos a citar, «(…) A sentença de morte do Joãozinho surge já depois de termos sido chamados pela PGR a qual tínhamos já enganado por duas vezes, assim como ao Ministério do Interior»… De facto, dada a gravidade da ocorrência, duas comissões foram criadas, mas, na opinião de Viana, ambas vocacionadas para favorecer “Quim Ribeiro”, pronta a repetir o guião do caso da Frescura, valeu a intervenção do novo ministro do Interior!

E vai daí sermos informados de todas as vicissitudes suas, ao ser chamado para prestar declarações junto do vice-ministro do Interior (Ângelo, denunciado como alegado, inimigo do ministro Sebastião Martins, que o quer fora do MININT) e ter que se levantar às 5 da manhã para se apresentar às 8h00, esperar num local com o ar condicionado no máximo, sem sequer receber um copo de água, até às 12 horas, para ser ouvido, mas sem ter sido recebido pelo vice.

Perante tanta humilhação, claro está, na sua opinião, citamos “AÍ, MEU AMIOGO, NÃO PODIA FALAR A VERDADE”. Bis repetitam na PGR, onde o comandante Viana também foi mal recebido, não por Procuradores Gerais adjuntos, que estavam ausentes, mas por antigos funcionários que não lhe inspiravam confiança. “E NA PGR, PELA SEGUNDA VEZ FALTEI COM A VERDADE”, confessa mais uma vez, apresentando de seguida as suas humildes desculpas ao povo angolano. Puxa, tanta mentira no meio de tanta pretensa verdade!?...

Ameaças que se multiplicam

7. Segue-se neste passo da entrevista uma diatribe contra o advogado Sérgio Raimundo que o teria incitado a mentir. Para o comandante Viana, esse advogado pouco mais fez senão incitá-lo a mentir, para ele ficar ao lado de Quim Ribeiro, seu chefe.

Por outra, os advogados deste último estão, segundo ele, claramente em concluio com os funcionários ladrões do Banco Nacional de Angola, todos no mesmo saco a defender uma mentira grosseira.

A estas considerações acrescem asserções sobre a afiliação partidária dos diferentes intervenientes, a dele, afecto ao MPLA de longa data, a de Sérgio Raimundo, que ele tanto ajudou no passado, em conflito constante, com as suas deselegantes críticas, a denegrir a imagem de dirigentes desse partido, agravando a sua descrição dizendo que esse jurista é pura e simplesmente um aldrabão e que não tem medo nenhum de ser confrontado para debate com ele seja onde for, a propósito deste caso polémico do Quim Ribeiro. Tudo casos marginais de inspiração pidesca.

Palavra contra palavra, até ver…

8. O comandante Viana sente-se ameaçado.

O ministro do Interior baixou orientações para que se tomem providências quanto à sua segurança, mas, segundo ele, isso não está a ser cumprido. À observação que lhe foi feita sobre os atentados de que teria sido vítima Quim Ribeiro, com provas reais de que teria havido intervenção directa do Ministério do Interior (Sebastião Martins), Viana responde que são manobras dilatórias destinadas a encalhar o processo.

Ponto final (ver lista de provas colhidas no terreno do atentado).

Augusto Viana Mateus sente-se de tal modo inseguro que nos dias que correm se o notificarem a se apresentar na PNA, na DPIC ou na DNIC, ele não se apresentará. Chama-se a tal tipo de acto, se ele for consumado, desobediência formal agravada, por ser anunciada de avanço como uma provocação. O art.º 17.º da Lei n.º 4/94 de 28 de Janeiro, Lei dos Crimes Militares, diz: “o militar que se negar a cumprir ou deixar de cumprir uma ordem que lhe seja dada por um superior hierárquico, no uso da sua competência, será punido com a pena de prisão maior de 2 a 8 anos”.

Mas a lei, para o comandante Viana, “afilhado-protegido” do ministro do Interior e do Procurador Geral da República, parece não valer nada…

“Estou aqui para dizer o seguinte”, avisou ele “O COMANDO PROVINCIAL, A COMANDANTE PROVINCIAL OU OS SEUS ADJUNTOS, QUE NÃO TENTEM ME CHAMAR, PORQUE EU NÃO VOU APARECER, NEM AO INQUÉRITO QUE SE PROPALOU ABRIREM CONTRA MIM”. Ouvindo falar desta forma, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, só tem uma posição; nomear Augusto Viana Mateus, por ser um oficial destemido e enfrentar a hierarquia de todo Comando Geral da Polícia Nacional, que ele considera, assumidamente, sem carácter e má…

Por muito menos que isso, o general Fernando Garcia Miala apanhou 4 anos de reclusão. Veremos o que se passará com o comandante Viana, menino bonito do ministro do Interior e do Procurador Geral da República, como ele deixou entender na entrevista no jornal “A Capital”.

Polícia tem brigada de “assassinos”

9. Já na fase final da entrevista, temos a salientar o relato que Viana fez, muito sucinto da acareação com Joaquim Ribeiro, durante a qual foram abordados os temas seguintes: a apreensão dos valores; o estímulo que ele me mandou dar (os 75 mil dólares); a ordem que o comissário deu e não foi cumprida pelo Viana, que o enganou (ainda!...), “dizendo-lhe que o malogrado tinha ido ao Dondo”; a segunda ordem, dada a ao chefe António João, que foi executada e teria sido o assassinato do Joãozinho; uma alusão directa à existência na PN de uma brigada de baixa visibilidade (eufemismo de secreta) vocacionada para a acção violenta; enfim, a tirada em que Augusto Viana afirma em tom alto que o seu contraditor “está com as mão cheias de sangue, por ter orientado matar um subordinado, um colega”, o que associado a outras acusações feitas ao longo da sua exposição, significa simplesmente que o comandante Viana considera com veemente força que a Polícia Nacional pouco, mas mesmo pouco mais é do que um viveiro de gatunos e assassinos. Exagero enorme!

10. À parte o facto de que o exposto neste artigo constitui uma prova de que não há lei que seja de obediência estrita em Angola, pois ela está amarfanhada por directivas e decisões aleatórias exaradas por uma ou outra autoridade “superior”, e que os trâmites deste processo estão a decorrer pelo menos a duas velocidades, com acusações rapidíssimas e investigações do tipo da Mãe Joana, sem fim à vista, com os réus a terem ficado em excesso de prisão preventiva muito para além do máximo estabelecido por lei, isto sem contar a disparidade de tratamento que se verifica entre os oficiais presos, que ainda gozam de presunção de inocência e Augusto Viana, que se “considera DEUS e os outros o DIABO”, os primeiros encarcerados sem prova formada e o segundo, solto e transformado em testemunha, depois de ter mentido várias vezes a várias autoridades, entre as quais a PGR, a Inspecção do Ministério do Interior e outras comissões de inquérito ordenadas pelo Presidente da República, depois de ter anunciado que não obedeceria doravante aos seus superiores hierárquicos e, o que é ainda mais grave, depois de ter desempenhado um papel fulcral, activo e sub-reptício ao longo dos quase dois anos por que este caso se prolonga.

11. Enfim, e para terminar, surpreendeu-nos o toque em jeito de lufada de ar fresco da nossa cultura tradicional a intrometer-se no seio da prestigiosa Polícia Nacional. Por manifesta adesão aos nossos usos e costumes, Quim Ribeiro “vendo o mundo acabar”, como revelou Augusto Viana, decidiu ir a um curandeiro.

E não foi sozinho, pois, a acompanhá-lo também estava o seu colega - inimigo, Viana. Iam em busca de tratamento, para ver se conseguiam, juntos, acabar com o caso. Mas o curandeiro disse que só Quim Ribeiro é que tinha que tomar um banho para se ver livre de máculas espirituais, pois o tratamento apenas seria para o chefe que tinha ordenado a operação, não para Viana. E este, segundo as suas próprias palavras, ficou com mais uma prova da responsabilidade de Quim Ribeiro no caso.

Incrível!

Fica-se pois sem saber quem afinal acredita mais no feitiço, pois com a coragem actual de Viana, muito seguramente, os paus do “Xiranga” estão todos encravados no seu corpo, pois nada lhe faltará e, se isso ocorrer aí estará a protecção terrena do ministro do Interior Sebastião Martins, que não gosta de um dos seus vice-ministros e da equipa do Comando Geral da Polícia Nacional.

É de dizer: o pau do comandante Viana é forte… pois o homem agora desafia tudo e todos e cospe no prato da corporação que o deu notariedade profissional.

Aqui não está o facto dele denunciar, verdadeira ou mentirosamente, o seu antigo chefe e colegas, mas ao acusar a Polícia de ser uma corporação, alegadamente, comparada a uma organização mafiosa é muito grave.

FOLHA 8

 
Lukamba “Gato” Assume estar por detrás dos contestatários da liderança de Samakuva PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 31 Julho 2011 06:48

Lukamba “Gato” Assume estar por detrás dos contestatários da liderança de Samakuva

Lukamba Gato já respondeu positivamente ao apelo dos «contestatários», dizendo: «presente»! O antigo Secretário-Geral da UNITA ao tempo de Jonas Savimbi e que, a partir de 4 de Abril de 2002, trouxe o estandarte da democracia interna naquela organização, admitiu em declarações exclusivas ao Semanario Angolense que apoia os militantes que reivindicam a resolução dos problemas internos com que se debate o «Galo Negro».alt

«Compreendemos o estado de espírito dos quadros que se estão a manifestar contra a actual direcção e estamos disponíveis a ajudar a resolver os problemas.

Os mais velhos citados neste memorando têm de assumir as suas responsabilidades para que a situação que se está a viver na UNITA não se alastre por mais tempo. Precisamos de encontrar a estabilidade política interna», disse.

O dirigente do «Galo Negro» afirmou, por outro lado, que negar a existência de uma crise interna no seu partido é fazer a política de avestruz (colocar a cabeça debaixo da areia) e realça a necessidade de se promover um debate aberto sobre os problemas do partido. «É preciso coragem e seriedade para se trazer estas questões à mesa. É chegado o momento da UNITA afirmar-se», sublinhou.

Sobre os rumores segundo os quais deverá haver uma «mão estranha» por detrás dos problemas que afligem o «Galo Negro», Lukamba Paulo «Gato» refutou tal possibilidade, dizendo que não há forças ocultas aí.

O SA apurou, entretanto, juntos de fontes bem colocadas na UNITA que «Gato» e Chivukuvuku estão em sintonia no que à revolução que se pretende naquelaformação política diz respeito.

Jorge Eurico

Semanário Angolense

 
Uma sentença que cheira a “gasosa” supremo entrega imóvel de forma ilegal a administrador da Sonangol PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 31 Julho 2011 06:44

Uma sentença que cheira a “gasosa” supremo entrega imóvel de forma ilegal a administrador da Sonangol

Proeminente personagem das sociedades modernas, o “Xico-esperto”, em geral, parece estar vocacionado para um desempenho brilhante num futuro em que os valores morais já em estado avançado de depravação, continuarão a se desmoronar e o que conta é o faz-de-conta. Esta ideia moderna tem vindo até nós, pobres angolano, em linha directa da classe política, não só de Angola, mas do mundo inteiro, onde se acotovelam os “Xicos-espertos” em busca de uma única coisa: dinheiro, money, graveto, petróleo, cacau, milho, bufunfa, mais nada. Uma espécie de repetição no funcionamento social, da teoria do funcionamento cerebral do grande psiquiatra Edmund Freud, defensor da ideia de que todos os nossos actos humanos são ditados por impulsos sexuais, isso, ou coisa parecida. Na vida social o impulsionador é o kumbú e a decorrente aparência por ele possibilitadaalt

O “Xico-apressado” da nossa história é o filho mais velho de uma família burguesa da sociedade angolana, bem-educada. São cinco irmãos, Edna Rosária, João Manuel, Laurinda Clara, Ivan Júlio e António Sérgio, filhos de Sérgio Salvador de Oliveira Freitas e Maria de Jesus Pereira.

Em 1992, por altura das eleições, incertas, e o repentino surto da guerra total, depois da “guerra de Luanda”, os mais-velhos dessa família decidiram tomar providências no que dizia respeito ao futuro dos seus filhotes. O pai abalou para Portugal com quatro dos cinco filhos, dois deles ainda menores, e em Luanda ficou o primogénito, promovido pela ocasião a “cabeça de casal” e gestor de bens familiares existentes em Angola, a ajudar e, digamos, a explorar os adquiridos e a guardar a casa familiar.

Durante três anos tudo se foi passando normalmente até ao dia em que, em 1995, faleceu a mãe, dona Maria de Jesus, que deixou como herança alguns bens, entre os quais uma casa, rés-do-chão e primeiro andar, na província de Benguela, cidade do Lobito, Avenida Dª Maria II no Bairro da Restinga, inscrito na Matriz Predial nº5492.

O filho mais velho do casal é o João Manuel Pereira Guerreiro e é ele o Xico-esperto desta história que irá tomar, com o passar do tempo, curiosos contornos contraditórios, numa espécie de repetição de um guião, perfeita e desgraçadamente natural no nosso foro jurídico, no âmbito do qual, gafes não é o que tem faltado.

Uma venda à moda de cá

No ano de 2000, aquilo que devia ter sido uma persistente e muito forte tentação, a meter-se na cabeça e a assaltar o bom senso ético do Manuel João, acabou por ter ganho de causa, este fraquejou e acabou por ceder ao seu encantamento, quer dizer, à perspectiva de um enriquecimento rápido e ilícito.

Aproveitando-se da ausência do pai e da bonomia da mãe, começou a vender «(…) tudo o que pôde, alugando o prédio urbano acima mencionado, sem de forma alguma notificar ou avisar das suas intenções a nós, seus co-herdeiros», como se exprime António Sérgio numa recente missiva de recurso datada do 3 de Março de 2011, enviada ao Senhor provedor de justiça, Dr. Paulo Tchipilica.

Por que meios e palavras doces o Manuel João conseguiu convencer do bem fundado das suas engenharias a sua mãe, dona Maria de Jesus, não sabemos, mas certo é que ele pôde levar avante os seus projectos de agir sem dar cavaco a ninguém, levando mesmo a sua audácia ao ponto de decidir celebrar um contrato de compra e venda da referida propriedade, deixada como legado da mãe aos seus cinco filhos, com o senhor Carlos Saturnino Guerra de Sousa e Oliveira. E, uma vez mais, sem notificar os seus irmãos nem o pai, ou os avisar das suas intenções.

Lançado assim o negócio, mal e insidiosamente, eis que os contratantes se esquecem de passar pelo notário a fim de autenticar o acto, que, em função dessa falha, passava a ser válido apenas para os dois “comparsas” e não válido, segundo o que está consagrado na lei da República de Angola, para terceiros nem para os quatro irmãos que tinham sido ludibriados nesta acção.

Assim, uma vez que a herança contemplava de igual maneira os cinco irmãos, vai de si que este negócio nem negócio era. Pela força da lei cujo respeito se impunha e não foi respeitado, o acordo passado entre o comprador e o vendedor apenas abrangia a responsabilidade de um dos cinco irmãos, o João Manuel. Resumindo: o negócio só podia ser concluído à margem da lei, senão, o mais que o senhor Carlos Saturnino podia, eventualmente, exigir, seria a titularidade de 1/5º do prédio, comprado a um só dos cinco herdeiros co-proprietários. Elementar. Elementar, por certo, mas não para o juiz do Tribunal Provincial do Lobito, como veremos mais adiante.

Voltando ao negócio em questão, mesmo assim, ele foi avante. O senhor Carlos Saturnino pagou o montante exigido pelo João Manuel, 76 mil dólares, este agradeceu e fez do dinheiro o que quis.

Entretanto, em Portugal, atarefados perante as contingências diversas que são o cunho de qualquer emigrante, os restantes membros da família Pereira-Freitas, o pai e os quatro filhos, reagiram rapidamente. Para começar, introduziram um pedido de anulação da competência de “cabeça de casal”, atribuída tacitamente, segundo parece, a João Manuel. Passou então a Edna Rosário a assumir essa função. Em seguida, pressão foi feita em tudo quanto era foro da legalidade, para recuperar o bem imobiliário alienado indevidamente pelo João Manuel. E, para evitar qualquer súbita ocupação dos locais pelo infeliz comprador, a casa foi a certa altura alugada a terceiros, mais precisamente a um denominado Luís Borges.

Nisto, o irmão indelicado, posto entre a espada e a parede, isto é, entre a sua família e o senhor Carlos Saturnino, cada um do seu lado a exigir entrar na casa que ambos reivindicavam como sendo sua, tentou por sua vez, tanto quanto possível, adiar a entrega do imóvel que ele tinha acabado de vender, mediante um conjunto de manobras dilatórias associadas a uma evidente má-fé. Vendo-se cada vez mais em apuros, a páginas tantas vemo-lo a enveredar pelo caminho oposto àquele que ele tinha seguido até então, ao tentar por sua vez e a todo o custo, anular o contrato de venda com o senhor Carlos Saturnino. Mas este, por sua vez, cada vez mais agastado com os novos contornos que o “negócio” ia apresentando, intentou uma Acção Especial de Entrega de Coisa junto do Tribunal Provincial do Lobito.

A “Coisa”, neste caso era a casa da Família Pereira-Freitas, na Restinga do Lobito, vendida, vendida por João Manuel ao senhor Carlos Saturnino num evidente atropelo à lei.

Golpes de teatros

1º golpe) A justiça, Santo Deus, vai mal. Encurralada e manietada entre os poderes Executivo e Militar, vai-se deixando “ping-pongar” entre um e outro, sem grandes hipóteses de se referir rigorosamente às leis da República.

No caso em apreço, essa Acção Especial de Setembro de 2007, a cargo da Sala do Cível e Administrativo do Tribunal Provincial do Lobito, simples, clara, sem implicações políticas nem sociais, resultante duma burla na venda de uma “Coisa” que não pertencia que por 1/5º ao vendedor e no seguimento dum contrato de promessa de compra e venda nulo, nesta conjuntura, não passava certamente pela cabeça de ninguém que o juiz da causa pudesse pôr de lado a burla e tivesse alguma dúvida em recusar a entrega da mesma ao espoliado Carlos Saturnino, sendo imperativo, no entanto, abrir um subsequente processo, no penal, contra o vendedor João Manuel, na medida em que o seu comportamento é criminoso. Mas não, senhor, o juiz da causa não pensou assim

O Juiz da causa, Dr. Adelino Cussenha, lavrou no dia 20 de Setembro de 2007, uma sentença incompreensível, parcial e a cheirar a “gasosa”. Aqui a apresentamos ipsis verbis:

«Assim, vistos os autos e as disposições legais invocadas,

JULGO

Procedente e provada a presente Acção, e, em consequência disso

CONDENO

O Réu João Manuel Pereira Guerreiro a entregar ao Autor Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira, a residência sita à Avenida D. Maria II, nº70 – R/C e 1ª Andar, Bairro da restinga, cidade do Lobito…………. (…).»

Extraordinário!

A Acção, de facto, é procedente, mas o que está provado é que houve burla, não venda. E uma casa não vendida (faltam 4 assinaturas no acto de venda para haver venda) nunca pode ser entregue a alguém que prove que deu dinheiro por ela!

Quanto às disposições legais invocadas, elas partem todas do pressuposto de que não houve burla e de que a promessa de compra e venda é válida. Ora a realidade é muito precisamente o contrário disso mesmo!

2º golpe) Indignado com esta sentença, Manuel João no Tribunal introduz recurso. O problema é que o advogado que o representava, Dr. Pedro Sinde, deixara por motivos que ignoramos de representá-lo. Até aí, vá que não vá. Mas se acrescentarmos que esse jurista passou a representar o senhor Carlos Saturnino, o menos que se possa dizer a esse respeito é que, para além das bofetadas sem mão dadas aos valores morais e deontológicos, parece-nos que tal comportamento também é uma bofetada à lei. De notar, enfim, que foi por altura deste julgamento que os co-herdeiros de João Manuel alugaram a casa ao senhor Luís Borges, que, segundo eles, sempre teve conhecimento de todas as acções que decorriam no Tribunal do Lobito.

FOLHA 8

 
Balanço do Executivo indica execução de 20 porcento da receita total PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:27

Balanço do Executivo indica execução de 20 porcento da receita total

Luanda – As receitas referentes ao Orçamento Geral do Estado/2011 foram executadas, nos últimos três meses, na ordem de 20 porcento do total da receita prevista para o ano em curso, ou seja 695.220 milhões de kwanzas, segundo o relatório resumo de balanço do Executivo, apresentado hoje, em Luanda.alt

 

Segundo o relatório, na perspectiva do semestre, a receita acumulada somou a 41% da previsão anual. A receita de capital somou uma arrecadação de Akz 121.983 milhões, que correspondem a 16% da previsão anual.

 

O balanço apresenta para despesa uma execução bruta de Akz 817.204 milhões, com uma estimativa de superavit na ordem de Akz 43,027 milhões. Com isso, o valor efectivo da despesa é reduzido para Akz 774.177 milhões, equivalentes a 18,55% da despesa prevista no ano.

 

As reservas foram avaliadas em Akz 493.652 milhões. Expurgando-os do total da despesa realizada, a despesa efectiva soma Akz 1.225.217,75 milhões, o equivalente a 29% da despesa prevista para o ano.

 

Quanto ao Programa de Investimentos Públicos, PIP, 2008-2009, concluiu-se o processo de validação dos valores atrasados do período, tendo sido apurado o valor de USD 2,7 mil milhões a serem pagos a beneficiários identificados.

 

Após um estudo de diferença de valores reportados pelas unidades orçamentais, adianta o relatório, uma validação adicional de cerca de 500 milhões de dólares foi aprovada, tendo o processo sido concluído em definitivo.

 
Gustavo Conceição aponta metas para Londres2012 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:26

Gustavo Conceição aponta metas para Londres2012

Luanda – Ultrapassar o número de atletas da última edição é o objectivo estabelecido pelo Comité Olímpico Angolano para os Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra), em 2012, disse quinta-feira, em Luanda, o seu presidente, Gustavo Conceição.alt



O presidente do COA fez esta declaração quando intervinha no acto que assinalou o início da contagem regressiva para os Jogos Olímpicos, organizado na noite de quinta- feira pela embaixada do Reino Unido.



O dirigente que fez uma breve apreciação do actual momento da preparação lembrou que este objectivo começa com o processo de qualificação em curso, ressaltando a disputa em breve do Afrobasket2012, onde Angola vai em Antananarivo tentar manter a regularidade de presenças em JO.



“Estamos a trabalhar com outras federações no sentido de garantir que a nossa participação em Londres seja dignificante. Para isso o nosso objectivo é estarmos em Londres com uma delegação maior do que aquela que estivemos em Beijing. Portanto, estamos a trabalhar para ultrapassar os 32 atletas.



Gustavo Conceição reconheceu na ocasião o esforço que o Executivo tem feito para garantir o cumprimento dos programas de preparação dos atletas. Por isso, o presidente do COA agradeceu as autoridades angolanas.



Por outro lado, destacou a importância da parceria assinada no mesmo dia entre a petrolífera British Pretroleum (BP) e o CPA (Comité Paralimpico Angolano), uma iniciativa que permite ajudar a garantir a inserção social pela via dos desportos. Nos jogos Olímpicos de Beijing em 2008, Angola foi representada por 32 atletas distribuídos por seis modalidades, designadamente natação, basquetebol, andebol, canoagem, atletismo e volei de praia.
 

 
ITEL assina acordo de cooperação com empresa chinesa Huawei PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:24

ITEL assina acordo de cooperação com empresa chinesa Huawei

Luanda – Instituto Nacional de Telecomunicações e a empresa chinesa Huawei assinaram hoje, em Luanda, um acordo de cooperação para a formação de quadros angolanos no ramo das telecomunicações.alt


O acordo visa a capacitação de técnicos nacionais no sector das telecomunicações e tecnologias de informação.


Durante o acto a empresa chinesa doou um centro de formação para treinamento de profissionais angolanos, avaliado em sete milhões de dólares norte-americanos.


Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo de cooperação entre as duas empresas, o director geral do Instituto Nacional de Telecomunicações, Américo dos Santos, disse que com o surgimento do centro de formação, o país vai poupar recursos financeiros, evitando o envio dos técnicos para a China ou num outro país.


Disse ainda que o centro de formação com alta tecnologia vai permitir que o ITEL possa projectar a formação de quadros ligados ao sector das telecomunicações.


Segundo afirmou, o acordo assinado é fruto da carteira de investimentos que o país tem vindo a ter no sector das telecomunicações.


O representante chinês, Andrew Ge, espera que o centro forme um bom número de quadros angolanos para o bem do país e que está feliz por contribuir na formação e capacitação dos técnicos angolanos.
 

 
Lukamba “Gato” disponível para derrubar direcção da UNITA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:20

Lukamba “Gato” disponível para derrubar direcção da UNITA

Luanda - Lukamba Gato já respondeu positivamente ao apelo dos «contestatários», dizendo: «presente »! O antigo Secretário-Geral da UNITA ao tempo de Jonas Savimbi e que, a partir de 4 de Abril de 2002, trouxe o estandarte da democracia interna naquela organização, admitiu em declarações exclusivas ao Semanario Angolense que apoia os militantes que reivindicam a resolução dos problemas internos com que se debate o «Galo Negro».alt


*Jorge Eurico
Fonte: Semanario Angolense

«Gato» e Chivukuvuku em sintonia

«Compreendemos o estado de espírito dos quadros que se estão a manifestar contra a actual direcção e estamos disponíveis a ajudar a resolver os problemas.


Os mais velhos citados neste memorando têm de assumir as suas responsabilidades para que a situação que se está a viver na UNITA não se alastre por mais tempo. Precisamos de encontrar a estabilidade política interna», disse.


O dirigente do «Galo Negro» afirmou, por outro lado, que negar a existência de uma crise interna no seu partido é fazer a política de avestruz (colocar a cabeça debaixo da areia) e realça a necessidade de se promover um debate aberto sobre os problemas do partido. «É preciso coragem e seriedade para se trazer estas questões à mesa. É chegado o momento da UNITA afirmar-se», sublinhou.


Sobre os rumores segundo os quais deverá haver uma «mão estranha» por detrás dos problemas que afligem o «Galo Negro», Lukamba Paulo «Gato» refutou tal possibilidade, dizendo que não há forças ocultas aí.


O SA apurou, entretanto, juntos de fontes bem colocadas na UNITA que «Gato» e Chivukuvuku estão em sintonia no que à revolução que se pretende naquelaformação política diz respeito. ■
 

 
Os vinte e três cabindas que Angola quer na prisão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:17

Os vinte e três cabindas que Angola quer na prisão

A resistência e a sociedade civil cabindesa alertaram sempre que existia uma lista com os nomes de nacionalistas cabindas que Angola pretendia deter a fim de extinguir as correntes independentistas no exterior. Apesar de Luanda negar, supostamente, o documento existe.alt

Segundo vários testemunhos a lista inicial foi alterada logo após o ataque da FLEC a 8 de Janeiro contra selecção nacional de futebol togolesa que se deslocava a Cabinda para participar na Taça das Nações Africanas. Após os assassinatos de Gabriel Nhemba «Pirilampo» e Maurício «Sabata», assim como o desaparecimento de João Baptista Júnior «Vinagre», os rumores prosseguiram aludindo que os nomes dos três guerrilheiros constavam no referido documento.

No início de Junho, a detenção de Agostinho Chicaia no aeroporto de Kinshasa suscita novamente dúvidas sobre a existência da «lista angolana». A DGM (Direcção Geral de Migração) congolesa terá justificado a detenção do presidente da extinta Associação Cívica de Cabinda – Mpalabanda como no cumprimento de um pedido formulado oficialmente pela embaixada de Angola em Kinshasa que solicitava a detenção imediata de mais de duas dezenas de cabindas residentes no estrangeiro, assim que fossem identificados. O nome de Agostinho Chicaia constava nessa relação e, para a DGM, a sua libertação dependeria exclusivamente de Angola.

Segundo fontes da PNN na lista, recomposta após o ataque de 8 de Janeiro, constam os nomes de Afonso Massanga, Agostinho Chicaia, António Kitembo, Carlos Moisés, Estanislau Boma, Francisco Lubota, Jean-Claude Nzita, João Baptista Gimi, Joel Batila, José Luis Veras, Kimbakala Buco, Landu Kama, Martinho Lubango, Ngimbi Carneiro, Norberto Itoula, Natalício Chincocolo, Nzita Henriques Tiago, Osvaldo Buela, Rodrigues Mingas, Roland Bembely, Sabina Chibinda e Stephane Barros. Gabriel Nhemba «Pirilampo», Maurício «Sabata» e João Baptista Júnior «Vinagre» teriam constado na mesma relação.

As mesmas fontes adiantaram que o Governo angolano teria transmitido a «lista» a todos os seus parceiros políticos internacionais, entre os quais a República Democrática do Congo (RDC) que procedeu imediatamente à identificação e localização dos «suspeitos» eventualmente presentes no seu território. Terá sido também com base neste documento que alguns dos nomes citados fossem interrogados em vários países e que provocou a aceleração das diligências para a detenção de Rodrigues Mingas em França.

Perante a mediatização da detenção de Agostinho Chicaia e das declarações da DGM aos responsáveis do OCDH (Observatório Congolês dos Direitos Humanos) na RDC, Luanda refutou a existência da «lista» e consequentemente a Embaixada de Angola em Kinshasa negou ter transmitido qualquer documento às autoridades congolesas onde solicitava a detenção de presumíveis nacionalistas cabindas.

Face à posição inflexível angolana, reiterada pela sua embaixada em Kinshasa, o chefe do executivo congolês, Adolphe Muzito, terá decidido também não reconhecer e invalidar o documento com os nomes de 23 cabindas residentes no estrangeiro que Angola quer na prisão.

(Ler texto na integra na edição de Setembro da Password Confidencial Newsletter )

PNN Portuguese

 
FNLA reage a proibição da realização do Congresso PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:14

FNLA reage a proibição da realização do Congresso

A comissão política permanente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), reunida esta sexta feira na sua sede em Luanda, dentre outros temas abordou a questão do a cordão 135, do Tribunal Constitucional da República de Angola, que dentre outras linhas impede à realização do Congresso da FNLA, marcado pela aquela Organização política para segunda quinzena de Novembro do corrente ano.alt

Segundo porta-voz do partido Ndonda Nzinga, a providência cautelar encetada pelos supostos militantes do partido não vai retirar a dinâmica própria da FNLA, que segundo ele tem uma matriz identitária muito própria.

Respondendo a questão dos jornalistas sobre o acórdão do Tribunal Constitucional diz que foi criada uma comissão técnica no partido, que tem a incumbência de analisar esta questão e produzirá um relatório, a ser apresentado publicamente no dia 10 de Agosto do corrente.

Discurso na íntegra

DISCURSO PROFERIDO PELO IRMÃO NGOLA KABANGU,

PRESIDENTE DA FNLA,

NA REUNIÃO DA COMISSÃO POLÍTICA PERMANENTE,

DIA 29 DE JULHO DE 2011, NA SEDE DO PARTIDO

 

IRMÃO SECRETÁRIO GERAL,

 

CAROS IRMÃOS MEMBROS DA COMISSÃO POLÍTICA

PERMANENTE,

 

SAÚDO TODOS OS PRESENTES E AGRADEÇO A VOSSA SEMPRE ENCORAJADORA PRESENÇA.

 

Estamos aqui, hoje, reunidos em sessão extraordinária, para respondermos a mais um desafio que nos foi lançado.

Com efeito, no pretérito dia 27 de Julho do ano em curso, o tribunal constitucional transmitiu-nos cópia do seu acórdão N.º 135/11, PROCESSO N.º 178/2011-D.

Adivinho, pois, o vosso interesse em saber o conteúdo desse acórdão. Dentro de instantes proceder-se-á à leitura do mesmo, mas antes, permitam-me que faça algumas considerações.

O que pretende realmente o Tribunal Constitucional com a emissão do seu acórdão N.º 135/2011? fazer justiça democrática ou penalizar um partido histórico cuja direcção está tão-somente a implementar o que determinam os seus estatutos, a saber: o congresso ordinário ou extraordinário, é convocado devida e oficialmente pelo presidente do partido, ouvido o Conselho Político Nacional (vide Nº 1 do artigo 16º dos estatutos da FNLA, conjugado com O N.º 1 DO artigo 11º, capítulo V do regulamento interno do Partido).

 

O congresso ordinário projectado para Novembro de 2011 insere-se precisamente nesse conceito estatutário, porquanto o mesmo vai não só permitir a apresentação do balanço do nosso mandato, mas também marcar o término do mesmo, nos termos dos nossos estatutos.

Será que esse exercício de democracia e o respeito rigoroso das normas estatutárias incomodam tanto os que nos processam e o tribunal constitucional?

E porque razão se emite um acórdão injustificado e incompreensível num momento deveras decisivo em que o nosso partido se prepara para a sua participação nas eleições aprazadas para 2012?

É muito curioso.

Contudo, quero mais uma vez reafirmar que a direcção da fnla sempre se pautou pelo respeito rigoroso dos órgãos de soberania do nosso país, dentre os quais o tribunal constitucional, mas continuaremos a clamar por justiça, porque nos sentimos profundamente lesados nos nossos direitos fundamentais.

Não somos vulgos criminosos nem tão-pouco prevaricadores de leis.

A FNLA é um partido que luta democraticamente para a reafirmação e defesa da sua identidade histórica e política.

Irmão secretário-geral,

Caros irmãos membros da comissão política permanente,

Penso que as considerações que fiz permitir-nos-ão, durante a nossa reunião, analisar, com profundidade, os objectivos que o tribunal constitucional e os que nos processaram pretendem atingir.

Com estas palavras finais, declaro aberta a reunião extraordinária da comissão política permanente.

FNLA OYÉ!

COM O ESPÍRITO DO YEMBE,

PAZ JUSTIÇA E PROGRESSO!

 

TODOS POR UMA ANGOLA,

UMA ANGOLA PARA TODOS!

 

Angola,

Liberdade e Terra!

FNLA – E-mail : Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ; Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ; Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. Telefones: 912513638 – 923600251- 926808444

Website: WWW.FNLA.com RUA SAMUEL BERNARDO Nº 14-A – INGOMBOTA

 
PR considera requalificação do Sambizanga como um marco histórico para o município PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:11

PR considera requalificação do Sambizanga como um marco histórico para o município

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, considerou Sexta-feira, 29/07, em Luanda, a requalificação do Sambizanga um marco para a história do município, noticiou a RNA.alt

José Eduardo dos Santos, disse que a medida visa inverter o passado do de desgostos e frustração que dominou a antiga zona onde funcionava o mercado do “Roque Santeiro”.

O Presidente angolano é de opinião que faltava dignidade do ponto de vista social àquela zona:

“Nós lançamos a primeira pedra das obras de requalificação do município do Sambizanga é um marco, é o momento que assinala a abertura de um novo capítulo na história do município do Sambizanga em particular e da província de Luanda em geral, nós vivemos momentos de grande desgosto e de frustração no passado havia aqui o que está a ser considerado o mercado histórico do Roque Santeiro era uma área em que conjugavam muitos interesses económicos, financeiros etc…Mas era também uma área que não nos dignificavam do ponto de vista social e da convivência moderna que caracteriza as grandes cidades, portanto era um desgosto ver que apesar de muito esforço que se fazia as coisas não mudavam”, disse o Presidente.

José Eduardo dos Santos lembrou que havia correntes contra e a favor da saída do mercado do “Roque Santeiro”, segundo ele era necessário um projecto de mudança que servirá para os cidadãos do município escreverem uma nova história:

“Estudos foram feitos, hoje temos projectos muito ambiciosos, mas diz-se que uma longa caminhada começa com um primeiro passo, um grande edifício coloca se calhar com uma pedra então nós estamos a escrever um novo capítulo na história do município do Sambizanga, quem escreve a história são os homens, ou pelo menos quem faz a história são os homens e quem fará aqui a história do Sambizanga, são essencialmente, os cidadãos da cidade de Luanda, os munícipes do Sambizanga significa que nós estamos também a assumir grande responsabilidade, não é apenas responsabilidade do Presidente, nem do chefe do executivo, do próprio executivo, do partido no poder enfim, dos outros órgãos do Estado, portanto, a primeira responsabilidade é de quem vive aqui, quem vai trabalhar aqui e quem está em contacto permanente com as populações que precisam de mudar a sua vida para melhor então estamos aqui como filho do Sambizanga, integrado nesse processo para melhorar a vida de todos”, sublinhou o chefe do executivo angolano.

RNA

 
UNITA à beira da implosão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sábado, 30 Julho 2011 07:08

UNITA à beira da implosão

As coisas na UNITA não vão bem. Ao que consta, o presidente (Isaías Samakuva) não só se negou a receber Paulo Lukamba Gato como ameaça expulsá-lo do partido.alt

Há muito que, por obra e graça do MPLA mas – igualmente – por incapacidade dos seus quadros, se prevê o fim da UNITA.

Jonas Savimbi morreu no dia 21 de Fevereiro de 2002, de morte violenta (em combate e às mãos de alguns dos seus antigos generais). Foi nesse dia que começou a morrer a UNITA. De morte lenta, é certo, mas igualmente (tanto quanto parece) de forma irreversível.

Talvez pouco adiante, como já fizeram o favor de me recordar alguns amigos da UNITA, continuar a dizer nesta altura que a vitória seguinte começou com a derrota anterior. Isso faria sentido se o Mais Velho ainda andasse por cá.

Apesar de todas as enorme aldrabices do MPLA, as eleições legislativas acabaram por derrotar em todas as frentes não só a estratégia mas a sua execução, elaboradas por alguns dos “generais” da UNITA.

Como já em tempos aqui disse, creio que se Jonas Savimbi fosse vivo muitos desses “generais” da equipa da Isaías Samakuva não passariam de “cabos”. Mas quem sabe são eles.

Esperando, embora tendo cada vez menos essa certeza, que a Direcção da UNITA, esta ou qualquer outra, prefira ser salva pela crítica do que assassinada pelo elogio, volto a dizer o que penso com a legitimidade inerente ao facto de ser angolano, mau grado não ser negro.

Desde logo, lembrando que muitos dos “generais” escolhidos por Isaías Samakuva para os combates eleitorais, sociais e políticos levantaram os braços e içaram um pano branco quando se ouviu o primeiro “tiro”.

A hecatombe eleitoral, social e política mostrou que a UNITA não estava mesmo preparada para ser governo e queria apenas assegurar alguns tachos e continuar a ser o primeiro dos últimos.

O sacrificado povo angolano, mesmo sabendo que foi o MPLA que o pôs de barriga vazia, não viu na UNITA a alternativa válida que durante décadas lhe foi prometida, entre muitos outros, por Jonas Savimbi, António Dembo, Paulo Lukamba Gato, Alcides Sakala e Samuel Chiwale.

Terá sido para ver a UNITA com pouco mais de 10% que Jonas Savimbi lutou e morreu? Não. Não foi. E é pena que os seus ensinamentos, tal como os seus erros, de nada tenham servido aos que, sem saberem como, herdaram o partido e a ribalta da elite angolana.

É pena que os que sempre tiveram a barriga cheia nada saibam, nem queiram saber, dos que militaram na fome, mas que se alimentaram com o orgulho de ter ao peito o Galo Negro.

Se calhar também é pena que todos aqueles que viram na mandioca um manjar dos deuses estejam, como parece, rendidos à lagosta dos lugares de elite de Luanda.

Por último, se calhar também é de lamentar que figuras sem passado, com discutível presente, queiram ter um futuro à custa da desonra dos seus antepassados que deram tudo o que tinham, incluindo a vida, para dignificar os Angolanos.

É que, ao contrário do Mais Velho, na UNITA há muitos que preferem ser escravos com lagosta na mesa do que livres embora procurando mandioca nas lavras.

Não creio que Homens como Paulo Lukamba Gato, Alcides Sakala e muitos, muitos, outros, tenham deitado a toalha da luta política ao tapete. Também não creio que aceitem trair um povo que neles acreditou e que à UNITA deu o que tinha e o que não tinha.

E é esse povo que, de barriga vazia, sem assistência médica, sem casas, sem escolas, reclama por justiça e que a vê cada vez mais longe. E é esse povo que, como dizia o arcebispo da minha cidade (Huambo), D. José de Queirós Alves, não tem força mas tem razão.

Orlando Castro

Jornalista (CP 925)

A força da razão acima da razão da força

http://www.altohama.blogspot.com

 


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